Grafologia e Profissões

capa 5Apresentação

“Confesso ser fã incondicional da Análise Grafológica e, “por tabela”, da Luciana Boschi. Então, caro leitor, sou suspeita (rsrs), mas com fundamento!

Trabalho com Gestão de Pessoas há 18 anos e desde que conheci a grafologia, este vem sendo o teste que mais utilizo, por vários motivos: 1. Por ser um teste projetivo e não um questionário de perfil, ditas “ferramentas mais modernas”, não tem como ser mascarado e nos dá uma visão completa da pessoa; 2. Não tem custo para utilização, basta uma bic e uma folha de papel; 3. Pode ser aplicado e analisado por profissionais de qualquer formação, e não só psicólogos.

E foi por esse amor a Grafologia que encontrei a Luciana, quando vi seu segundo livro, Grafologia e Competências. Me apaixonei por seu jeito simples e objetivo de associar indicadores da grafia a aspectos da personalidade, corri no Google e achei sua empresa … e sete anos depois já foram 8 turmas de Oficina de Análise Grafológica, nas quais utilizamos seu primeiro livro como material didático.

Mesmo achando que Luciana não poderia me surpreender mais do que já havia feito em sua linguagem escrita (com os livros eu já conseguia corrigir redações!!!), adorei a forma leve e descontraída que ela ministra as oficinas. Sabe aquelas pessoas que tem tanto conhecimento do assunto que parecem que estão lhe contando o capítulo da novela?

E neste último livro Luciana, como que contando estórias, amplia a visão da análise da grafia com as competências, e ajuda profissionais de recursos humanos, gestores e estudantes, a cumprirem os objetivos de um processo seletivo, de avaliação ou de orientação profissional: ENCONTRAR A PESSOA CERTA PARA O LUGAR CERTO !!! Seja na empresa ou na vida”.

Parabéns, minha querida, e sucesso! Um grande beijo,

Dilze Percilio
Presidente a Associação Brasileira de Recursos Humanos, seccional Goiás
Consultora em Atração de Talentos e Coach de Carreira

A personalidade através da escrita

 

A chave para a personalidade

livro0001Você já parou para pensar que não consegue escrever e conversar ao mesmo tempo? Isto se deve ao fato de que, para escrever, é preciso raciocinar, entender e ver o que se escreve, afinal cada letra ou palavra é produto do pensamento, de um ato pensado e inteligente. Trata-se de um processo escritural e que exige concentração.

Porém, as letras e traços que utilizamos para escrever um texto, por exemplo, não são uma criação voluntária nem individual. Dizem respeito a um conjunto de símbolos – ao escrevermos, estamos reproduzindo sinais que nos foram ensinados. Quando fomos alfabetizados, lá no jardim de infância, aprendemos aquela escrita “caligráfica” do professor primário.

Porém, à medida que crescemos, amadurecemos e evoluímos, nossa escrita também se transforma e evolui. Vamos nos individualizando e personalizando, e com a escrita não é diferente. Esta também vai adquire formas próprias e se particulariza.

E isso é simples de se observar. Reúna um grupo de crianças e peça-lhes que escrevam algumas linhas. Você vai observar, naturalmente, determinados tremores. Mas, mesmo sendo comuns tais traços tremidos e vacilantes – afinal elas ainda não têm o controle da motricidade fina e, por isso, têm dificuldade na sustentação da caneta –, pode-se comprovar que cada uma delas, ao longo da aprendizagem da escrita, já começa a imprimir seus traços próprios, ou seja, determinadas modificações pessoais que permitirão ao professor reconhecer facilmente cada aluno pela letra.

Essas modificações do modelo original e caligráfico são verdadeiros gestos inconscientes e que vão refletir a personalidade de quem escreve. Cada traço diferente que aparece num texto vai revelar sinais daquela personalidade. E são estes sinais individuais que vão diferenciar entre si todas as pessoas do planeta. Assim como não existem duas impressões digitais iguais (cada um tem a sua), também não existem duas grafias iguais.

Experimente: peça a um grupo de 5 ou 6 pessoas que você conhece para escreverem um pequeno texto de 3 linhas num pedaço de papel, sem assinar. Você será capaz de identificar cada uma delas? Sim, será, porque não existem duas grafias iguais – cada pessoa traz em sua escrita indicadores de um conjunto de atitudes, habilidades e comportamentos.

A caligrafia é a escrita da mente; a mão apenas segura a pena e obedece ao comando do cérebro. Quando começamos a redigir um texto, estamos sendo comandados pelo nosso consciente – e, por isso, existe uma preocupação maior com a arrumação e apresentação do texto no papel.

À medida que vamos nos envolvendo com o texto, o nosso consciente tende a ir relaxando e começamos, então, a ser comandados pelo nosso inconsciente. Por conseqüência, todos os nossos flutuantes estados de espírito são inconscientemente impressos na escrita, revelando nossas características mais particulares – aquelas que vão nos diferenciar das outras pessoas.

Nesse sentido, torna-se possível verificar uma infinidade de características através da escrita. Por ela, podemos observar sua capacidade laboral, ou seja, a maneira como ela trabalha: sinais de inteligência e originalidade de idéias; se a pessoa tem planejamento e organização em suas tarefas; se tem boa memória ou não. Indícios de perseverança e ambição também são visíveis.

É sabido que todo indivíduo tem suas preferências de estilo. Algumas pessoas são convencionais por natureza, daí sua escrita manter-se fiel ao modelo caligráfico. Outras se distanciam do convencionalismo e agem de acordo com seus desejos – neste caso, sua caligrafia vai refletir estes impulsos e apresentará maior quantidade de traços originais. Tais traços originais podem referir-se a pessoas com maior nível de criatividade.

Nas questões sociais, é possível analisar a maneira como ela se relaciona com os que estão à sua volta: se respeita o espaço alheio ou não. Podemos observar quando a pessoa é intuitiva; se é realista ou sonhadora; se ela busca os relacionamentos ou se se afasta dos demais, se é confiante ou desconfiada, etc.

Pessoas mais expansivas tendem a ter gestos mais largos e espírito mais aberto – provavelmente sua letra será de dimensão grande, ao passo que letras de dimensão pequena podem estar revelando uma personalidade mais reservada e cautelosa. Indivíduos organizados geralmente têm a redação clara, ordenada e o texto bem enquadrado, respeitando as margens do papel.

Curvas e ângulos também são indicadores de comportamentos particulares. Indivíduos mais dóceis, gentis e sociáveis tendem a uma escrita com mais curvas, ou seja, traços mais redondos, enquanto os ângulos (pontas) vão sinalizar indivíduos com maior vontade própria, energia, coragem e firmeza.

A assinatura tem um papel conclusivo na composição do perfil analisado, pois é ela quem vai legitimar, ou não, o que foi dito acima. O texto em si refere-se ao comportamento social da pessoa, enquanto a assinatura trata do comportamento íntimo. Dessa forma, deve-se observar se há harmonia na relação texto x assinatura. Tal análise tornar-se-á decisiva para o resultado final de um parecer grafológico.

Assim, compreende-se que o estudo grafológico pode nos servir muitas informações sobre aquele que escreve. Além dos traços de personalidade e caráter, podemos identificar suas habilidades e competências necessárias às atividades a serem realizadas.

A Personalidade Através da Escrita
Luciana Boschi
Ed. E-Papers
R$ 35,00

 

Grafologia e competências – Identificando talentos através da escrita

A avaliação de potencial é considerada um dos mais delicados processos na gestão de pessoas. Um dos obstáculos tem sido a utilização de ferramentas muito complexas, de difícil aplicação e de uso quase exclusivo de especialistas. Com enfoque excessivamente psicológico, os gestores praticamente não tinham acesso direto aos resultados.

A expansão da grafologia como ferramenta de aferição de potencial facilitou em muito o trabalho dos avaliadores. De fácil aplicação, o método permite identificar características de personalidade e caráter, possibilitando um completo mapeamento do perfil a ser analisado.

A grafologia é uma técnica de observação e interpretação, que possibilita o estudo do sujeito pela análise de sua grafia. O ato de escrever é um mecanismo inconsciente e pode ser estudado sob 3 perspectivas: projetiva, pois projeta a personalidade a partir de certas convenções, como margens, acentos e parágrafos; expressiva, porque é um gesto de expressão da psicomotricidade, e representativa, porque as formas da escrita representam uma escolha, mostram de maneira inconsciente a impressão que o escritor deseja passar a quem o lê.

Freud, em sua teoria da psicanálise, ressaltou a influência do inconsciente na vida cotidiana de cada indivíduo. E Carl Jung, seu discípulo, também relacionou a psique à conduta do sujeito e ao seu modo de ver e entender o mundo que o rodeia.

O ato de escrever é inconsciente e responde aos impulsos cerebrais – quem escreve é o cérebro e a escrita é influenciada por todos os tipos de impulsos nervosos. Cada pessoa tem seu estilo de comportamento e, diante de uma mesma tarefa, cada um irá organizar a situação a seu modo.

A forma particular que um indivíduo dá a uma determinada letra do alfabeto normalmente tem origem em diversos fatores físicos e emocionais. Quando escrevemos, produzimos sinais gráficos como símbolos que correspondem ao nosso verdadeiro caráter e modo de pensar.

Por isso, torna-se impossível disfarçar a própria letra ou copiar a letra de outra pessoa. Neste sentido, pode-se dizer que não existem duas escritas iguais porque não existem duas pessoas iguais.

O exame grafológico busca identificar os traços que diferenciam uma pessoa da outra. Mapear o perfil de uma pessoa significa saber como ela é e ter um razoável prognóstico de suas formas de agir, pensar e sentir, visando aliar ao local de trabalho o alcance de resultados para que cada um possa colocar em prática seus talentos e qualidades de forma mais eficaz.

Portanto, como a escrita está profundamente ligada aos fatores que determinam nosso comportamento, sua análise nos permitirá identificar os tipos de relacionamentos e sua flexibilidade, potencial intelectual e habilidades criadoras, níveis de liderança, capacidade de argumentação e negociação, comunicação, abertura a mudanças e facilidade para aquisição de novas competências, organização e visão de curto, médio e longo prazos, e aptidões diversas.

Grafologia e competências
Identificando talentos através da escrita
Luciana Boschi
Ed.Semente Editorial (2010)
R$ 35,00