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Entrevista exclusiva com Luciana Boschi, CEO e fundadora da Dom Graphein, que assumiu recentemente a diretoria da Associação Brasileira dos Mentores de Negócios.

Qual a sua idade, naturalidade e cidade atual onde reside?

= 54 anos, sou de Niterói, RJ

Você é formada em Psicologia. Essa escolha profissional foi óbvia ou você meio que tropeçou nela, sendo levada até aí pelas circunstâncias?

Sempre quis ser psicóloga, embora me identificasse com outras áreas como arquitetura e cartografia. Mas, quando fiz o vestibular, passei logo para a PUC, que era onde eu queria estudar. Então fui cursar a Psicologia. E também sempre quis atuar na área de Recursos Humanos, mais especificamente em seleção de pessoas.

Em 1985, quando a empresa em que eu trabalhava (Mesbla) faliu, fiquei, de uma hora para outra, sem trabalho. Então uma ex-estagiária minha me matriculou no curso de Grafologia. Sempre usei redação em processos seletivos por achar importante analisar a organização do pensamento, coerência de ideias, nível de português e capacidade criadora do candidato. Então o curso só veio a somar, pois juntei o que eu já sabia com a análise da personalidade, podendo fazer um exame mais completo de quem escreve.

A partir daí, decidi arregaçar as mangas e criar minha própria consultoria.

Como é seu dia a dia no trabalho?

Meu escritório fica no centro do Rio e atuo em várias frentes de trabalho. Hoje estou muito focada em avaliação psicológica para empresas, atendendo à área de seleção, e para porte de armas.

Com a grafologia, faço seleção para empresas, identificação de necessidades de treinamento, perícia grafotécnica para verificação de documentos e assinaturas, Orientação Vocacional para escolas, e estudos de níveis de agressividade para personalidade criminosa. Além disso, ministro cursos e palestras em todo o país.

Consegui atrair a atenção da universidade Estácio de Sá, que me convidou para ministrar o curso no programa de férias e, assim, fiquei por 10 anos. Com isso, consegui me tornar conhecida na área.

Em 2001, transformei minha apostila em livro e já atendia alguns cientes. Em 2010, lancei meu 2ºlivro, sobre como identificar talentos pela escrita e o lançamento aconteceu no CONARH (Congresso Nacional de RH), em São Paulo. Durante a sessão de autógrafos, conheci a presidente da seccional da ABRH, que se encantou com o material e me convidou para ministrar o curso por todo o país.

Em 2014, lancei meu 3º livro, sobre Orientação Vocacional através da escrita. Nesta época, a ong Viva Rio se interessou pelo meu trabalho e me convidou para realizar trabalhos de aconselhamento vocacional para os jovens de baixa renda que desejavam ingressar no mercado de trabalho. Este trabalho me rendeu o prêmio Carioca Nota 10 da Revista Veja Rio.

Estendi este trabalho a outras ongs como Meninos de Luz, em Copacabana, ong Gente Brasil, em Niterói, e nas comunidades da Portela e Mangueira.

Em 2016, fui convidada a integrar o conselho da Mulher Empresária, na Associação Comercial do Rio de Janeiro.

Em 2017, me associei a START.SE BASE Aceleração de startups, que oferece mentoria para orientar e fortalecer o comportamento empreendedor. Como psicóloga e grafóloga, faço estudo da personalidade pela escrita para identificar habilidades e competências e colocar em prática os talentos de forma mais eficaz, encontrando assim maior realização pessoal e profissional.

Desde o início do ano, sou autora da coluna Mercado de Trabalho no Jornal FOLHA DO RIO DE JANEIRO. Também realizo avaliação psicológica para porte de armas para Polícia Federal e perícia grafotécnica, verificando a veracidade de documentos e assinaturas.Sou Idealizadora e coordenadora do Projeto M.A.I.I.S. (Mentoria + Autoconhecimento + Inovação + Impulso + Sucesso): Programa de Desenvolvimento de Competências para Empreendedores, que visa proporcionar experiências interativas e transformadoras, contribuindo para descoberta de novos talentos e negócios.

Desde 2010, sou certificada com o selo WEC – Fornecedor de Conteúdo.

Segundo sua experiência, quais são as maiores dificuldades na sua área de atuação? E as maiores oportunidades?

Na área da grafologia, esbarramos com o problema do desconhecimento geral em torno do assunto. As pessoas tendem a achar que se trata de adivinhação, esoterismo, etc. Também temos o problema do Conselho de Psicologia não reconhecer a grafologia com ferramenta científica.

As maiores oportunidades estão exatamente no poder da ferramenta, já que as pessoas não sabem a extensão de sua análise. Através dela, podemos analisar traços de comportamento e caráter, tipos de relacionamento, níveis de ambição, grau de inteligência, habilidades criadoras, agressividade, ambição, liderança, comunicação e até desempenho sexual.

Comecei a oferecer, no Facebook e Linkedin, degustações com breves análises das escritas de quem envia a redação. E isto está me trazendo excelente resultado, pois assim consigo mostrar a eficácia da ferramenta.

Também ministro muitas palestras e oficinas gratuitas para divulgar a ferramenta e a metodologia, que me dão excelente resultado.

Do ponto de vista de insight pessoal, houve alguma experiência que você considera divisora de águas em sua trajetória profissional?

Sim, o curso de grafologia, como foi citado acima.

Quais seriam as principais qualidades que alguém deveria ter para ingressar no seu ramo de trabalho?

Em primeiro lugar, curiosidade. Impossível trabalhar com pessoas e não ser curioso. Também é fundamental ter escuta, acolhimento, empatia, paciência, observação e intuição, todas pelas mesmas razões – trabalhar com ser humano.

E, mais que essencial é ter liderança, pois devemos ter a rédea da situação para poder conduzir os processos.

Quais acredita serem os mitos mais comuns da sua área de atuação?

As pessoas costumam ter uma visão distorcida das pessoas de RH. Até entendo que rola muita indicação de candidatos que acabam correndo por fora num processo seletivo. Mas isso não é uma regra, e confesso que não vejo isso em meus clientes.

Se não trabalhasse na sua área atual, o que gostaria de fazer profissionalmente?

Trabalharia com educação, talvez até em um cargo político, mas sempre com objetivo de desenvolver pessoas. Mas gosto muito de costura e artesanato, pois tenho boas habilidades manuais.

Quais livros na sua prateleira estão implorando para serem lidos?

1º – Economia dos desajustados, de Alexa Clay, sobre o que as comunidades utópicas e hippies têm a nos ensinar sobre criatividade e inovação.

2º- Normose – a patologia da normalidade – Pierre Weil,Roberto Crema

Qual a sua frase?

Não foque no problema – foque na solução!

Qual o seu lazer predileto quando não está trabalhando?

Fazer trilhas, escaladas e caminhadas em locais de serra e cachoeira. Nada de praia.

Como definiria sua filosofia de vida?

Melhor ser feliz que ter razão. E isso vale para tudo.

Onde você se vê daqui a 5 anos? E 10 anos?

Acabei de ter meu registro aceito na Associação Brasileira de Mentores de Negócios. Agora estou direcionando meu trabalho para mentoria com foco no empreendedorismo e startups. Estou me especializando nesta área e talvez eu venha a ter minha própria escola de desenvolvimento de empreendedorismo.

Se pudesse encontrar consigo mesmo aos 20 anos de idade, que conselho se daria?

Ao longo dos anos, desenvolvi minha espiritualidade e, quando tenho alguma dúvida ou dificuldade, entrego a Deus. Então, eu teria iniciado este processo mais cedo e diria: Entrega a Deus – tudo a seu tempo.

Qual seria seu conselho para alguém que está iniciando a carreira no mercado de trabalho?

Gosto muito da frase que diz: “Eu posso te dar a comida, mas não posso te dar a fome.” Então é o que digo à minha filha, de 23 anos, e a todos os jovens que atendo: garra, disposição, comprometimento, responsabilidade, escuta e convicção.

Você é responsável pela DOM GRAPHEIN, uma aceleradora de talentos. Exatamente como funciona esta dinâmica? Entrevistas pessoais, análise de currículo, garimpagem por meio de redes sociais?

Tudo isso. Faço muita divulgação em redes sociais, ministro palestras em empresas e escolas e publico artigos para divulgar meu trabalho.

Hoje faço pouca seleção – meu trabalho está mais voltado para avaliações psicológicas, que são testagens no final do processo seletivo para escolher entre 2 ou 3 candidatos.

Você é especialista em Grafologia. Até que ponto esse ramo de atividade pode ser considerado uma ciência de fato?

É uma ciência social. Trata-se de um estudo da personalidade de quem escreve. Assim como todo mundo tem sua forma de andar, gesticular, falar e se vestir, também tem sua forma de escrever.

O ato de escrever é inconsciente e responde aos impulsos cerebrais – quem escreve é o cérebro e a escrita é influenciada por todos os tipos de impulsos nervosos. Cada pessoa tem seu estilo de comportamento e, diante de uma mesma tarefa, cada um irá organizar a situação a seu modo.

A grafologia é a análise da personalidade e do caráter observada na escrita. Neste sentido, seu campo de aplicação torna-se infinito, pois tudo que envolve o comportamento humano pode ser subsidiado por ela.

Um arquiteto, ao elaborar um projeto de decoração, pode recorrer à grafologia como ferramenta de diagnóstico para ter mais informações sobre seu cliente e, assim, traçar o ambiente em harmonia com a personalidade da pessoa.

Um professor pode distinguir melhor seus alunos e até mesmo identificar sinais de alarme na conduta de crianças e adolescentes pela observação mais aguçada de suas escritas.

Um médico também pode ter uma análise clínica facilitada pela grafologia quando, ao avaliar a escrita de um paciente, identifica degenerações gráficas motivadas por doença ou disfunção orgânica (Grafopatologia).

Terapeutas igualmente têm lançado mão da ferramenta para auxiliá-los no diagnóstico de seus atendimentos, bem como advogados e juízes recorrem à laudos grafológicos para avaliar mais a fundo a natureza de seus clientes.

Neste sentido, as pessoas, de uma maneira geral, também podem buscar se conhecer mais pela escrita (laudo individual para o autoconhecimento) e até identificar que profissão seguir ao observar na redação suas habilidades e competências.

Existem evidências comprovando que é possível realmente mapear o perfil de uma pessoa pela letra? Poderia citar alguns trabalhos nesse sentido?

É um estudo e, como todo e qualquer trabalho que diga respeito ao ser humano, é subjetivo. O ser humano não é exato, então nenhuma ferramenta que meça o comportamento o será. Nem a medicina é exata – um remédio que pode te curar, pode me matar.

Mas o homem sempre precisou se comunicar. Então criou símbolos que transmitissem suas ideias aos demais.  A partir daí, estudiosos, filósofos e pensadores começaram a perceber que existia uma semelhança entre os riscos nas paredes e os traços de comportamento.

Assim, a inclinação da letra para a direita, por exemplo, sinaliza que nos inclinamos aos nossos objetivos e áreas de interesse. Se invertemos a escrita (inclinamos para a esquerda), isso sugere desconfiança, defensividade e renúncia.

Especificamente sobre seu livro A Personalidade Através da Escrita, cuja 4ª edição foi lançada na Bienal do Rio (agosto/2017):

Este é seu primeiro livro? Poderia nos falar um pouco sobre ele?

Este é o terceiro livro.

A ideia de escrever este livro vem da necessidade de estudantes em buscar sua trajetória profissional e profissionais de RH que querem ter a grafologia como mais uma ferramenta para identificação de comportamentos e talentos relativos às ocupações organizacionais.

Ao longo de mais de 10 anos, reuni escritas com os mais diversos significados e os mais diferentes desenhos e movimentos gráficos, transformando-as num verdadeiro acervo para pesquisa e estudo.

Para ilustrar esta obra, selecionei redações de pessoas, conhecidas ou não, que quiseram participar deste projeto, e tomei o cuidado para que cada escrita estivesse relacionada à uma profissão e que cada um dos participantes fossem profissionais de sucesso em suas áreas.

As carreiras elencadas são aquelas em alta no mercado hoje, dentre todos os cursos superiores existentes no Brasil. Porém, acrescentei a esta lista profissões de nível técnico e politécnico, por acreditar que existe uma grande demanda de trabalho nestas áreas.

Em resumo, é uma obra que engloba uma gama de campos de atuação, com suas características e descrições de atividades, incluindo o perfil de habilidades e competências, indicativos de como deve ser a escrita deste profissional e um grafismo para lustrar cada profissão.

Que escritores serviram de inspiração?

Meu referencial teórico para todos os meus estudos é o Carl Jung.

Como estruturou sua agenda para escrevê-lo? Escrevia todo dia apenas o quanto quisesse ou estabeleceu uma meta mínima diária de páginas?

Quando pensei em publicar o primeiro, eu já tinha uma apostila que usava nos cursos. Então decidi transformá-la em livro. Aí reservei um horário diário de 2 horas pela manhã todos os dias, e eu mantinha uma rotina rígida e disciplinada. Em um ano, consegui organizar todo o material.

Neste período e ao longo dos anos, com todos os meus atendimentos, fui catalogando muitas redações (algo em torno de 10 mil escritas).

Aí, parti para o segundo livro, que é sobre competências através da escrita. Neste, fui consultando meus clientes e fazendo as definições das competências em parceria com eles.

E o terceiro, acabou nascendo quase que espontaneamente, pois já tinha muito material catalogado.

Já se sentou para escrever e deparou com a famosa frase “deu branco!”? Como fez para vencer este bloqueio? Qual foi a maior dificuldade no processo de escrita desta obra?  

No caso do 1º livro, ele foi produzido no ano de 2000. Nesta época, os recursos digitais eram muito limitados. Muitas imagens tinham que ser recortadas na mão mesmo…rs

A partir daí, ficou fácil, pois tenho tudo armazenado no computador e conseguimos manipular as imagens.

E qual foi a parte mais prazerosa?

Ver a materialização daquilo que eu observava no dia a dia e não encontrava em nenhuma bibliografia. Minha maior satisfação é quando alguém diz que meu livro salvou sua vida…rs

Houve necessidade de muita pesquisa?

Sim, mas como fiquei muitos anos trabalhando com recrutamento e seleção, fui guardando as redações.

Existe alguma mensagem oculta na obra que você gostaria que seus leitores captassem?

Sim – a grafologia se aplica a tudo que você for fazer na vida, seja contratar alguém, escolher uma carreira, definir um ambiente, decorar uma casa, escolher uma cor de parede, conhecer o ponto fraco de alguém para saber como lidar com ele, fazer amizades, namorar, casar e tudo o mais que você seja capaz de imaginar ao conseguir definir como uma pessoa se comporta e que tipos de atitude ela pode vir a ter. Trata-se de uma poderosa ferramenta de autoconhecimento.

Como definiu o título?

Tive sugestão das editoras, que entenderam que deveríamos ter um cunho comercial e de fácil busca na internet.

Existe alguma história sobre o processo de confecção do livro que você ache curiosa?

Em todos os 3 livros, quis usar letras de pessoas conhecidas, mas algumas ficaram meio receosas com o que seria revelado sobre elas. No último livro, o de Profissões, tem várias pessoas conhecidas minhas, o que acho muito legal usá-las com cases….rs

Alguma recomendação para quem tiver interesse em explorar mais a fundo o tema que você abordou?

Sim, criei um QUIZ que está no meu site. No link, você pode responder como é sua letra e ele vai te dar algumas possibilidades profissionais. Este QUIZ fez tanto sucesso que o Programa Como Será, da Rede Globo, incluiu em seu site.

Toda sexta-feira, publico no Facebook e Linkedin uma degustação de análise de escrita. Recebo muitas e tenho uma fila de espera, mas o resultado é sensacional – as pessoas adoram.

Além disso, sempre na 1ª segunda-feira do mês, promovo no meu escritório uma oficina gratuita, onde ensino a analisar uma redação que distribuo. A cada encontro, uso uma redação diferente e a pessoa que quiser, pode participar de todos os eventos, pois estará sempre aprendo algo novo.

Existe algum ponto que você gostaria de incluir nesta entrevista?

Ao longo dos anos, tive muitos exemplos de reconhecimento pelo meu trabalho. Recebi muitas premiações, diversos convites e participei de vários programas de TV e rádio.

Mas um fato que me deixou muito feliz foi quando recebi o prêmio de reconhecimento Carioca Nota 10, da Revista Veja Rio.

Eu tinha começado a fazer atendimento de Orientação Vocacional aos jovens carentes que eram atendidos na Ong Viva Rio, quando conheci uma assessora de imprensa que se encantou com o trabalho e perguntou se eu teria interesse em entrar na fila para integrar a coluna da revista.

Claro que eu, imediatamente, topei, mas a minha grande surpresa foi que o jornalista da revista, ao ver meu material, também se encantou e passou na frente para publicar meu trabalho. Foi o tempo de receber o fotógrafo, responder as perguntas da entrevista e, na semana seguinte, lá estava eu na coluna da revista.

E uma matéria que realizei com o Caderno Ela, do Jornal O Globo. Eles quiseram falar especificamente da análise do desempenho sexual através da escrita e precisei buscar celebridades que topassem o desafio. Foi um trabalho diferente e divertido, pois levou até às pessoas mais uma possibilidade de descoberta do ser humano.

 

Como nossos leitores podem descobrir mais sobre seu trabalho?

Website: WWW.domgraphein.com

Facebook: https://www.facebook.com/luciana.boschi

Lnkedin: https://www.linkedin.com/in/mentoriaempregosgrafologia/

Página / URL para adquirir ou baixar seu livro: http://domgraphein.com/livros/

Criatividade através da escrita

Como anda seu potencial criativo?
Observe sua letra e avalie sua capacidade de inovar, renovar e gerar novas ideias

Acredita-se que o potencial criativo humano tenha início na infância. Quando as crianças têm suas iniciativas criativas elogiadas e incentivadas pelos pais, tendem a ser adultos ousados e propensos a agir de forma inovadora. O inverso também parece ser verdadeiro.

Quando as pessoas sabem que suas ações serão valorizadas, parecem tender a criar mais. O medo do novo e o apego aos paradigmas são formas de consolidar o status quo. Quando sentem que não estão sob ameaça (de perder o emprego ou de cair no ridículo, por exemplo), as pessoas perdem o medo de inovar e revelam suas habilidades criativas.

Criatividade é o processo de tornar-se sensível a lacunas no conhecimento; é identificar a dificuldade e buscar soluções, formulando hipóteses e comunicando resultados.

Neste sentido, o processo criativo só é possível quando o cérebro detém uma grande variedade de conhecimentos e informações, fazendo com que as associações de ideias ocorram de uma forma mais fluida e permitirão alcançar conceitos novos de uma forma única e original.
A análise da letra pode ser considerada uma ferramenta de suma importância para identificação do potencial criativo, onde podemos observar a presença ou de não de sinais que sugerem o bom relacionamento interpessoal.

criativo

Mulher de 28 anos, arquiteta

Ao sermos alfabetizados, aprendemos o padrão “caligráfico’ de escrita, mas, à medida que amadurecemos, nossa escrita também amadurece e adquire formas próprias. Neste sentido, podemos dizer que, quanto mais nos distanciamos do padrão caligráfico, maior a nossa contribuição à nossa letra, ou seja, maior o nosso poder de criação.
Como a forma das letras refere-se à criatividade, a irregularidade das formas percebida nesta escrita indica alto grau de inovação e individualização e julgamentos flexíveis.

Se a criatividade está associada à ousadia, ao desprendimento e à habilidade para quebrar paradigmas e ousar, a sinuosidade das linhas indicará flexibilidade e jogo de cintura para atuar em ambientes em constante mudança.

A falta de ligação entre letras indica pensamento intuitivo, capacidade de abstração e tendência a focar-se em possibilidades. Sugere ainda facilidade para desenvolver sistemas teóricos e análise de processos que partem da causa para o efeito.
Seu gosto por atividades novas e desafiantes está representado pelas desigualdades no grafismo, de um modo geral.

A escrita regular é aquela em que o escrevente se mantém constante em todo o ambiente gráfico, apresentando poucas ou quase nenhuma variação nos traços. Um texto regular revela estabilidade, firmeza, auto-controle, equilíbrio, disciplina, previsibilidade, ordem, método, concentração, perseverança. Mas também denota intolerância, frieza, preconceito, rigidez, dificuldade de adaptação, inflexibilidade, escassa criatividade, monotonia.

Ao contrário da anterior, na escrita irregular o autor apresenta muitas variações no grafismo, dando a ideia que são várias pessoas escrevendo. Estas variações, em geral, indicam versatilidade, flexibilidade, criatividade, ousadia, irreverência, vivacidade, sensibilidade, espontaneidade, riqueza de idéias, intuição, dinamismo. Pode-se dizer que estas pessoas têm foco nas ideias.

Em contrapartida, esta escrita pode indicar inconstância, instabilidade, irritabilidade, susceptibilidade, falta de vontade, pouca perseverança, impaciência, indisciplina, imprevisibilidade.

Os traços da escrita da Geração Y

Habilidades e competências da nova geração que cresce nas empresas

Nascidos entre 1977 e 1997, a geração Y é a primeira leva de jovens totalmente imersa na interatividade, hiperestimulação e ambiente digital. Dinâmicos, “antenados” e familiarizados com diversas tecnologias, podem se envolver em vários projetos ao mesmo tempo, denotando gosto por novidades e pouca paciência para atividades de longo alcance.

Estes jovens profissionais trabalham melhor em equipes, buscam flexibilidade, mobilidade e esperam reconhecimento instantâneo da organização. Informais e inovadores, não se intimidam ao expor ideias e necessitam de um processo de tomada de decisão mais ágil.

Criativos, independentes e com mente aberta, gostam de autonomia e estão mais focados em sua própria carreira e desenvolvimento. Mais ousados e voláteis, buscam ascender rapidamente, o que aumenta o risco para as empresas, que ficam mais vulneráveis.

Questionadora por natureza, esta geração se vê ainda obrigada a repensar e inovar na maneira de entregar serviços e produtos. Porém, tem percepção seletiva e se mostra relativamente “carente” em termos de inteligência social mais expandida.

Abaixo, um trecho de uma redação escrita por um profissional da Geração Y e os traços de habilidades e competências desta leva de jovens que chega ao mercado de trabalho.

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Podemos observar que esta escrita é firme, rápida e simplificada, o que indica pessoa acelerada e com respostas rápidas aos estímulos. A preferência por chats e mensagens instantâneas fica clara no uso da grafia simplificada, sem floreios nem artifícios, indo direto ao ponto da questão.

A combinação de letras angulosas e texto ascendente indica iniciativa, assertividade e determinação diante de projetos e metas pessoais. Ou seja, intensa energia que resulta em disponibilidade para a ampliação de fronteiras de competências e superação de obstáculos.

A sinuosidade das linhas transmite flexibilidade e jogo de cintura para atuar em ambientes em constante mudança. Como esta geração é imediatista, denota visão de curto prazo, o que pode ser observado pelo texto concentrado, ou seja, com pouco espaçamento entre palavras e linhas.

Este jovem aprende com facilidade e domina algumas expertises profissionais que geram processos e produtos inovadores. Para identificar criatividade e ousadia, levamos em conta o quão original é a forma como as letras se ligam umas às outras e o quão se afastam do padrão caligráfico adquirido no processo de alfabetização.

A identificação destes jovens por riscos e desafios pode ser notada pela inclinação de suas hastes à direita. Quando inclinamos nossa escrita à direita significa que nos “inclinamos” na direção daquilo que nos desperta interesse, ou seja, vamos de encontro aos nossos objetivos.

A valorização do trabalho em equipe também pode ser observada no espaçamento do texto. Quando existe pouco espaço entre linhas e palavras, podemos dizer que a pessoa privilegia a convivência e a proximidade nas relações, sendo capaz de formar conexões emocionais saudáveis.
As letras em forma de U também sinalizam o espírito de equipe e cooperação.

Com foco em projetos, esta turma busca resultados palpáveis, superação de obstáculos e oportunidades concretas de vitórias, em geral no curto prazo. Estas características podem ser visualizadas pela escrita estendida, angulosa, ascendente e inclinada.

As margens se referem ao destino que damos aos nossos recursos de tempo, espaço, material, etc. Neste caso, a ausência de margens no texto sinaliza indivíduo produtivo e dinâmico, que sabe aproveitar bem os recursos de que dispõe e consegue fazer várias coisas ao mesmo tempo

A falta de ligação entre letras indica intuição, abstração e tendência a focar-se em possibilidades. Sugere ainda facilidade para desenvolver sistemas teóricos e análise de processos que partem da causa para o efeito.

Por fim, a combinação de aspectos como ângulos, inclinação, firmeza e concentração do texto sugere um profissional com foco em projetos. Concentrar-se no resultado de seu trabalho, estabelecer objetivos desafiadores e reunir esforços para atingi-los ou superá-los são medidas fundamentais para o profissional que busca o caminho mais eficiente e, se bem gerenciado, pode vir a ser o que se pode chamar de profissional de “alta performance”.

VAIDADE: é o desejo de atrair a atenção e admiração das outras pessoas

A vaidade, sorrateiramente, está quase sempre presente dentro de nós. Como o que diferencia o remédio do veneno é a dose, a vaidade, em grau moderado, leva o sujeito a buscar melhoria e aperfeiçoamento de si mesmo. Porém, em grau elevado, ele se auto-valoriza e se torna amante de si mesmo, numa necessidade de admiração pelos outros.

Decorrente do orgulho, este sentimento leva a pessoa a um esforço em realçar dotes físicos, culturais ou sociais com notória antipatia provocada aos demais. Este quadro reflete, quase sempre, uma deformação de colocação do indivíduo, que, sem perceber, vive desempenhando um personagem que escolheu.

Em sua dose mais elevada, a vaidade pode conduzir a bloqueios de sentimento e desencadear dificuldades na capacidade de se auto-analisar, não aceitando suas possíveis falhas ou erros, culpando a sorte, a infelicidade ou o azar.

vaidade

A escrita pode indicar seu sucesso pessoal e profissional

A forma particular que um indivíduo dá a determinada letra do alfabeto tem origem em diversos fatores físicos e emocionais. Por isso, cada pessoa tem seu estilo de escrita e, diante de uma mesma tarefa, irá organizar a situação a seu modo.

Mapear o perfil de uma pessoa pela sua letra significa saber como ela é e ter um razoável prognóstico de suas formas de agir, pensar e sentir, visando aliar ao local de trabalho o alcance de resultados e, assim, colocar em prática seus talentos e qualidades de forma mais eficaz.

Neste sentido, sua análise nos permitirá observar suas habilidades e competências, buscando identificar em qual profissão ela poderá ter mais sucesso. Abaixo a redação de uma estudante de Direito, insatisfeita com o curso.

sucesso-pessoal-e-profissional

Introspectiva em relação ao presente e futuro, comporta-se de forma reservada e séria, com dificuldades em confiar nas pessoas e ser direta com críticas. Defensiva e conservadora, necessita de aprovação alheia e, pode, no decorrer, sentir dificuldades em lidar com seus pontos fracos.
Disciplinada e observadora, lida bem com regras e autoridades, procurando seguir as ordens para que nada fuja do controle. Responsável e sistemática, trabalha com organização e planejamento, refletindo antes de partir para ação.

Detalhista e com boa concentração, cumpre seus compromissos e trabalha com consistência, preferindo atividades que sigam agenda pré-estabelecida e atividades rotineiras, denotando, assim, escassa criatividade.

É produtiva e trabalhadora, podendo fazer várias coisas ao mesmo tempo. Tem bom potencial de energia e sabe aproveitar as oportunidades que surgem, mostrando-se capaz de organizar fatos e operações com antecedência, mas em ritmo moderado. Valoriza as atividades previamente organizadas, com estruturas e horários, evitando as de risco e desafios. Confia em suas experiências pessoais e as decisões são baseadas em referências pessoais.

Pragmática e realista, opta por trabalhos que lhe tragam segurança e estabilidade. Com foco na tarefa, trabalha melhor em situações onde tenha que seguir procedimentos e normas, já que demonstra pouca flexibilidade e jogo de cintura para lidar com situações imprevistas.
Levando em conta estas características, concluímos que esta estudante poderá encontrar maior- satisfação e interesse em funções administrativas e de controle, ou seja, carreiras em que possa colocar em prática sua concentração, análise lógica e habilidade para organizar e planejar. Para o seu sucesso profissional, atuará com maior eficácia em campos que requeiram disciplina, método, atenção e reflexão.

A INVEJA anda rondando sua vida?

A pessoa que se deixa levar pela INVEJA, em geral, tem caráter instável e caprichoso. Inquieta-se com facilidade, tendendo a ser sensível e sugestionável.

Governado por desconfiança e desprezo, carece de objetividade e, no intuito de parecer forte, porta-se de forma arrogante e vingativa, que não aceita crítica e distingue mal o sonho da realidade.

Do tipo especulativo e de boa inteligência verbal, é apto para tarefas minuciosas e sabe tirar partido das oportunidades, mas é irritável, precipitado e adora se fazer de vítima.

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Você tem bom relacionamento interpessoal?

Observe sua letra e avalie sua capacidade de formar conexões emocionais saudáveis.

O bom relacionamento interpessoal está associado à capacidade que temos para interagir e conviver adequadamente com as demais pessoas em todos os níveis da organização, através de relações cordiais, empáticas e profissionais.

A habilidade que as pessoas têm, ou não, de se relacionar de forma harmoniosa e saudável talvez seja hoje uma das características mais valorizadas nas empresas.
A necessidade de trocar informações e cooperar com as pessoas à nossa volta permite o relacionamento entre os indivíduos, o que acaba sendo imprescindível para a organização; o relacionamento interpessoal é, sem sombra de dúvida, um dos fatores que influenciam no dia-a-dia e no desempenho de um grupo, cujo resultado depende de parcerias internas para obter melhores ganhos.

No ambiente organizacional é importante saber conviver com as pessoas, até mesmo pelo cenário muito dinâmico e que obriga uma intensa interação com os outros, inclusive com as mudanças que ocorrem no entorno, seja de processos, cultura ou até mesmo diante de troca de lideranças.

Às vezes, os problemas de relacionamento não são visíveis, ficam mascarados em cada um, e só podemos percebê-los por meio de ações, do comportamento e no modo de agir com os outros.

A análise da letra pode ser considerada uma ferramenta de suma importância para identificação de traços de comportamento e atitudes, onde podemos observar a presença ou de não de sinais que sugerem o bom relacionamento interpessoal.

Exemplo:

Mulher de 36 anos, Gerente de Relacionamento de Contact Center

Mulher de 36 anos, Gerente de Relacionamento de Contact Center

Escrita firme, organizada e limpa, com espaçamento regular entre palavras e linhas. Isto indica uma pessoa com clareza de ideias e boa capacidade de organização do pensamento.

Observa-se uma escrita legível, o que significa que sua comunicação é transparente e assertiva, pois seus traços são breves, leves, sem floreios ou traços desnecessários. Não perde tempo com detalhes nem minúcias, preferindo ir direto ao assunto, de forma prática e objetiva.

Para identificar boa capacidade de relacionar-se de forma sadia e respeitosa, levamos em conta o espaço que existe entre palavras e linhas. O espaçamento regular e equilibrado indica habilidade para interagir e conviver adequadamente e de forma saudável com as pessoas à nossa volta.
Sua aptidão para formar vínculos espontâneos, com equilíbrio, moderação de sentimentos e espírito de cooperação pode ser notada pela leve inclinação de suas hastes à direita. Quando inclinamos nossa escrita à direita significa que nos “inclinamos” na direção daquilo que nos desperta interesse, ou seja, vamos de encontro aos nossos objetivos.

As margens também se referem à maneira como nos relacionamos com o mundo à nossa volta. Sua regularidade na margem esquerda refere-se à atitude correta no comportamento, bom senso e respeito aos demais. Pode sinalizar ainda boa capacidade para solucionar problemas de curto prazo.

A escrita arredondada é o meio termo entre a angulosa, que indica firmeza, e a redonda, que sugere suavidade e sedução. Neste caso, esta pessoa mantém solidez e constância nas ações, mas equilibra com sinais de persuasão, otimismo e diplomacia para contornar as adversidades.

O texto apresenta ligeira sinuosidade em suas linhas, o que sugere jogo de cintura e flexibilidade para se adaptar a situações novas, lidar com conflitos e superar obstáculos.

Os MM e NN em forma de U indicam franqueza, receptividade e tolerância para lidar com os diversos tipos de comportamento. Estes traços também sinalizam expansão dos contatos e relacionamentos baseados na auto-confiança.

Sua disposição para tomada de decisão está representada também no ritmo pausado de seus traços, que lhe permitem agir com reflexão, sobriedade e sensatez. A velocidade pausada também indica presença de ânimo e necessidade de intervir nos fatos, com boa capacidade de levar adiante suas tarefas.

A “escrita agrupada” caracteriza-se pela união de 3 a 5 letras que formam grupos. Este aspecto diz respeito à capacidade de adaptação e julgamentos flexíveis. Sugere ainda organização, coordenação e boa assimilação de ideias.

Por fim, a combinação de aspectos como letras arredondadas, leve inclinação, guirlandas e bom espaçamento de texto sugere um profissional com foco em pessoas. Prestativo e diplomático, este indivíduo gosta de organizar pessoas e situações, dando valor às interações. Valoriza a segurança e a estabilidade, respeitando regras e autoridades.

Grupos de estudo de grafologia Grátis

grpestudo

Objetivos

  • Fazer a análise grafológica e o laudo de uma redação;
  • Possibilitar aos participantes o aprimoramento do estudo da grafologia;


= CARGA HORÁRIA: 01 hora/aula
= EVENTO MENSAL GRATUITO =

Palestras de grafologia Grátis

Objetivo

Promover um debate sobre os principais aspectos das técnicas grafológicas, oferecendo uma visão
geral desta poderosa ferramenta de análise e investigação da personalidade.

Conteúdo programático

Breve histórico e utilização do espaço grafico; tamanho, forma e inclinação das letras; pressão e
continuidade do impulso gráfico; escritas positivas e negativas; curiosidades e assinaturas famosas.

Metodologia

Interativa, envolvendo os participantes na discussão e entendimento de cada tópico do conteúdo, suportada
em exemplos práticos; toda a apresentação será feita em datashow e os participantes receberão uma
folha contendo a orientação gráfica e o resumo do conteúdo abordado.


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Principais Características Visíveis na Grafologia

Você já parou para pensar que não consegue escrever e conversar ao mesmo tempo? Isto se deve ao fato de que, para se escrever, é preciso raciocinar, entender e ver o que se escreve, afinal cada letra ou palavra é produto do pensamento, de um ato pensado e inteligente. Trata-se de um processo escritural e que exige concentração.

Porém, as letras e traços que utilizamos para escrever um texto, por exemplo, não são uma criação voluntária nem individual. Dizem respeito a um conjunto de símbolos – ao escrevermos, estamos reproduzindo sinais que nos foram ensinados. Quando fomos alfabetizados, lá no jardim de infância, aprendemos aquela escrita “caligráfica’, do professor primário. Porém, à medida que crescemos, amadurecemos e evoluímos, nossa escrita também vai sendo transformada e vai evoluindo. Vamos nos individualizando e personalizando, e com a escrita não é diferente. Esta também vai adquirindo formas próprias e se individualizando.

E isso é simples de se observar. Reúna um grupo de crianças e peça-as para escreverem algumas linhas. Você vai observar, naturalmente, determinados tremores. Mas, mesmo sendo comum tais traços tremidos e vacilantes – afinal elas ainda não têm o controle da motricidade fina e, por isso, têm dificuldade na sustentação da caneta – , pode-se comprovar que cada uma delas, ao longo da aprendizagem da escrita, já começa a imprimir seus traços próprios, ou seja, determinadas modificações pessoais que permitirão ao professor reconhecer facilmente cada aluno pela letra.

Essas modificações do modelo original e caligráfico são verdadeiros gestos inconscientes de expressão projetiva e que vão refletir a personalidade de quem escreve. Cada traço diferente que aparece num texto vai revelar sinais daquela personalidade. E são estes sinais individuais que vão diferenciar entre si todas as pessoas do planeta. Assim como não existem duas impressões digitais iguais (cada um tem a sua), também não existem duas grafias iguais.

Experimente: peça a um grupo de 5 ou 6 pessoas que você conhece para escreverem um pequeno texto de 3 linhas num pedaço de papel, sem assinar. Você será capaz de identificar cada uma delas? Sim, será, porque não existem duas grafias iguais – cada pessoa traz em sua escrita indicadores de um conjunto de atitudes, habilidades e comportamentos.

A caligrafia é a escrita da mente; a mão apenas segura a pena e obedece ao comando do cérebro. Quando começamos a redigir um texto, estamos sendo comandados pelo nosso consciente – e, por isso, existe uma preocupação maior com a arrumação e apresentação do texto no papel. À medida que vamos nos envolvendo com o texto, o nosso consciente tende a ir relaxando e começamos, então, a sermos comandados pelo nosso inconsciente. Por consequência, todos os nossos flutuantes estados de espírito são inconscientemente impressos na escrita, revelando nossas características mais particulares – aquelas que vão nos diferenciar das outras pessoas.

Nesse sentido, torna-se possível verificar uma infinidade de características através da escrita. Por ela, podemos observar sua capacidade laboral, ou seja, a maneira como ela trabalha: sinais de inteligência e originalidade de idéias; se a pessoa tem planejamento e organização em suas tarefas; se tem boa memória ou não, e indícios de perseverança e ambição também são visíveis.

Nas questões sociais, é possível analisar a maneira como ela se relaciona com os que estão à sua volta: se respeita o espaço alheio ou não; podemos observar quando a pessoa é intuitiva; se é realista ou sonhadora; se ela busca os relacionamentos ou se afasta-se dos demais, e se é confiante ou desconfiada, etc.

Traços de caráter também são visíveis na escrita, mas é importante ressaltar que não é possível vermos sinais de honestidade pela grafologia, afinal não podemos prever que circunstâncias podem levar um indivíduo a um ato de desonestidade. Pode-se avaliar muitas características, mas não se faz previsão através dela.

Você deve saber que todo indivíduo tem suas preferências de estilo. Algumas pessoas são convencionais por natureza, daí sua escrita manter-se fiel ao modelo caligráfico. Outras se distanciam do convencionalismo e agem de acordo com seus desejos – neste caso, sua caligrafia vai refletir estes impulsos e apresentará maior quantidade de traços originais. Tais traços originais podem referir-se a pessoas com maior nível de criatividade.

Pessoas mais expansivas tendem a ter gestos mais largos e espírito mais aberto – provavelmente sua letra será de dimensão grande, ao passo que letras de dimensão pequena podem estar revelando uma personalidade mais reservada e cautelosa. Indivíduos organizados geralmente têm a redação clara, ordenada e o texto bem enquadrado, respeitando as margens do papel.

Curvas e ângulos também são indicadores de comportamentos particulares. Indivíduos mais dóceis, gentis e sociáveis tendem a uma escrita com mais curvas, ou seja, traços mais redondos, enquanto os ângulos (pontas) vão sinalizar indivíduos com maior vontade própria, energia, coragem e firmeza.

Pode-se também analisar características de acordo com a inclinação das letras. Aquelas que formam com a linha de base um ângulo mais ou menos agudo à direita (escrita inclinada) indicam um temperamento mais sensível, onde a emotividade e a afetividade podem levar vantagem sobre a razão. Num movimento oposto, a inclinação à esquerda pode revelar uma atitude mais defensiva, com tendência ao recolhimento.

Dessa forma, os traços de personalidade e caráter vão se manifestando na letra e, então, torna-se possível identificar, em cada um de nós, habilidades e competências para a realização das mais diversas atividades.

Além dos já citados, existe mais uma infinidade de outros aspectos a serem analisados numa redação, mas cabe a ressalva de que o que vai nos dar o laudo final é a análise do contexto geral. O grafólogo experiente sabe que não podemos tirar nenhuma conclusão prévia sem estudarmos todo o ambiente gráfico. Os aspectos a serem considerados podem ter maior ou menor peso, dependendo de outros sinais que podem estar presentes, como por exemplo, pingos nos ii e barras nos tt.

O primeiro é identificado como o sinal que reflete o comportamento da atenção, o equilíbrio do pensamento em presença de uma obrigação e a precisão e exatidão nos julgamentos e observação. Assim, uma pontuação alta pode significar idealismo e sensibilidade, ao passo que os pingos baixos podem indicar idéias práticas ou obediência. Sua exatidão indicará ordem e minúcia, e os que tiverem forma de círculo revelarão vaidade de espirito.

A letra T é universalmente conhecida como a que reflete a vontade. Como o gesto gráfico, neste caso, percorre duas direções, o traço vertical (haste) mede a afirmação pessoal e o horizontal (barra) revela a potência realizadora da vontade. Assim, a análise é feita numa comparação entre os dois traços. Barras curtas e retas indicam energia e produtividade, enquanto as longas podem estar sinalizando mais desejos do que recursos para concretização dos projetos. Barras altas tendem ao autoritarismo, enquanto as baixas indicam submissão. Se ligadas à letra seguinte será sinal de continuidade e vivacidade das idéias.

Devemos estar atentos ainda às linhas, se sobem ou descem de direção, à pressão da caneta no papel, à velocidade do traçado, à continuidade entre as letras e, por fim, à assinatura. A análise desta última é fundamental para a composição do perfil analisado, pois é ela quem vai legitimar, ou não, o que foi dito acima.

O texto em si refere-se ao comportamento social da pessoa, enquanto a assinatura trata do comportamento íntimo. Portanto, a análise desta relação texto x assinatura torna-se decisiva a para o resultado final de um parecer grafológico.

Laura Machado |  publicado em http://www.rhevistarh.com.br  | 01/10/2010